
Havia sonhado com aquele momento a vida toda. As palavras “destaque de escola de samba” começaram a tomar forma naquele ano. Guardara a primeira parcela de seu 13º salário, alguns clientes a mais no salão de beleza e suas economias poucas. Porém, quando chegou o grande dia o seu sonho de carnaval ficou cinza como a quarta.
Ela percebeu que seus pés não sambavam, os braços não acenavam, a mão não batia no ritmo do samba. Na boca o mesmo sorriso estúpido não demonstrava seu terror ao perceber que se tornara mais um manequim de um carro-alegórico.
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A imagem e algumas informações interessantes acerca do tema por aqui…
http://crissimon.wordpress.com/2009/02/20/a-origem-das-especies/

Talvez seu riso deixasse de ser estúpido, se aprendesse a rir de suas próprias mazelas. Talvez a máscara caísse, e, afastada, pudesse enxergar as cores do carnaval.
Minha mascara cobre minha vergonha, minha vergonha vem seguida de lagrimas, prefiro ficar coma as cinzas de quarta que as cores da avenida
mas valem lagrimas de vergonha verdadeiras do que cores falsas na avenida….
João bebeu
Toda cachaça da cidade
Bateu com força
Em todo bumbo que ele via
Gastou seu bolso
Mas sambou desesperado
Comeu confete
Serpentina
E a fantasia…
Levou um tombo
Bem no meio da avenida
Desconfiado
Que outro gole não bebia
Dormiu no tombo
E foi pisado pela escola
Morreu de samba
De cachaça e de folia…
Parabens pelo blog!
Estou enviando esse site pois acredito ser muito pertinente com o assunto
trioeletrico.net.br