Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘O Passado nos Contenta 2008’ Category

alliance

2008 não para de trazer boas novas…

Estamos em festa!!

Read Full Post »

gabriel

O mundo é muito mais bem-vindo com a chegada do Gabriel…

Read Full Post »

abraco1

“O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia…

– É… das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço.

O abraço num tem jeito di um só aproveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha…
Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia…
Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva…
Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria…
Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém…
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é qui o abraço tem tanta tequinologia, mas ninguém inda discubriu…
Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô…
Iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô:

O abraço é bão pur causa do Coração…
Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!…
I o coração do ôtro é massargiado tamém!
Mas num é só isso, não…

Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:

É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito…”


Nota da Redação:

As devidas áspas foram adcionadas ao texto

Read Full Post »

sahi

Era verão e o Brasil seria tetra no inverno. O ar laranja de fim de tarde brincava com maré que baixava. A sensação de conforto quente do sol nas costas seria brevemente interrompida por mais uma ironia divina.

Lembro-me perfeitamente da imagem da minha irmã chorando, na ponta da praia, em frente ao nosso chalé, abraçada com a minha tia. Oras, seria o namoradinho de uma noite de verão? Seria alguma chatice da minha prima? Ou senão, algum babaca o motivo daquelas lágrimas? Não, não era. E o choro convulsivo anunciava o que estava por vir.

Fui em sua direção, chutando a areia e pisando leve, perguntei em tom quase jocoso o que tinha acontecido…

-Teu pai caiu nas pedras!

BLAHMM! Chuva torrencial de pensamentos!

Como assim pais se machucam? Por que era logo ele o motivo daquelas lágrimas? Férias de verão não são perfeitas? O meu pai? Não! Pode ser?

Caminhei pela trilha que levava às pedras e percebi que o ar me faltava não pela subida do morro, mas por medo! Um medo que nunca experimentei novamente. Mais forte que qualquer droga que correu meu sangue, o medo de perder meu pai naquelas circunstâncias me apavorava e tornavam minhas pernas bambus verdes ao vento.

Meu pai havia caído nas pedras! Na Piscina Natural. Formação rochosa pouco avançada em relação ao morro que evitava a entrada das ondas. Meu pai tinha feito um pulo mal sucedido do coqueiral, o ponto mais alto, onde é preciso pegar impulso para passar as pedras e chegar na água. Faltou força e inteligência, ele caiu em uma pedra chapada e larga, por sorte não rolou ao mar. Sorte? Hunf, o redemoinho de sentimentos seguia crescendo…

Todos corriam e gritavam, não o vi, um grupo de pessoas estava prestando-lhe os primeiros-socorros. Minha mãe apareceu e mandou-me sair dali, seus olhos pesaram sobre minha pouca pessoa, e percebi então a gravidade da situação.

Voltei à praia, passando pela pequena multidão de curiosos, meus soluços desesperados entregavam meu parentesco com o acidentado e abriam caminho entre as pessoas. Alguém, não me lembro quem, me mandou correr até um jet-ski que estava parado na praia, para pedir que avisasse a guarda costeira, o resgate, a polícia, o papa, sei lá! Corri, sem me importar com a areia dura, os pés descalços ou meus pulmões queimando. Talvez uns 50 metros antes de chegar o jet-ski e seu tripulante foram em direção ao mar. Minhas pernas pequenas não foram capazes de entregar minha súplica. Agora era eu que chorava em frente à Iemanjá pedindo a Netuno não levar meu pai. Não seria justo, ele ainda ia precisar a me ensinar a dirigir, conhecer meu filho, levar minha irmã pro altar. Pensar na possibilidade da morte de meu pai, aos onze anos de idade foi uma das coisas mais gigantes que lidei até hoje. A maresia nunca esteve tão densa, tão densa.

Queda, fraturas, maca e colete, bote salva-vidas, helicóptero e hospital, tudo não levou mais que duas horas, deixando aquele vazio trágico. Todos, naquele dia, saíram da pequena faixa de areia antes do sol se pôr, em silêncio.

A noite veio, e a notícia de meu pai em observação no hospital não trouxe o sono. Do chalé, as ondas iam e vinham como os pensamentos na minha cabeça. Ora ruins, ora otimistas. Aquela foi talvez, a primeira noite que passei acordado, em vigília, com medo que os ventos trouxessem más notícias.

Meu pai ficou internado dois dias em São Sebastião, o santo dos enfermos e mártires, depois foi transferido para São Paulo e minha mãe o acompanhou. Fato que obrigou eu e minha irmã a ficar na praia com minha tia. Às vezes voltava nas pedras e tentava entender o que tinha acontecido, ouvia os comentários do “cara que morreu” pulando ali. Tinha vontade de falar que o pai era meu, que estava vivo e iria voltar a andar, mas quem se importava, já tinha virado lenda.

Somente um mês depois pude visitá-lo no hospital, meu tio falava sem parar durante todo a serra, coisas a esmo e eu só pensando com estaria meu pai. Trânsito, hospital, elevador e o corredor mais longo e angustiante que já caminhei até a porta do quarto 1012. Ali, com as duas pernas fraturadas, sem barba e com novas cicatrizes no rosto mal reconheci o meu pai, fui em sua direção e ele me abraçou. Vivo, e bem ele me disse “Oi, filho!” e novamente em seu colo eu chorava, o choro aliviado do filho que reencontra seu pai. O meu pai.

Read Full Post »

acucena

Entre tantas ofertas, visitas e desilusões encontrei minha morada. Se estivesse procurando não tinha visto. Foi desses encontros que basta caminhar leve para que aconteça. Quando reparei já estava de mudança para o seu mundo.

O lugar que encontrei meu acalanto é bem iluminado, amplo e aconchegante. Do seu passado pouco sei. Dos antigos moradores, nada. Vez ou outra aparece uma mancha ou um taco solto, mas nada assustador. Vazamento eu ainda não vi, embora com o tempo isso possa vir a acontecer. Nada também que eu não esteja preparado.

Os móveis do passado ficaram para trás e lentamente escolho os objetos que vão ornamentar minha nova vida. Essa amplidão trás luz. E luz me trás alegria.

No espaço deixado pela falta de preocupação, danço solto e livre como se ninguém estivesse olhando.

Os dias passam preguiçosos e fico mais e mais à vontade no ambiente, como se habitasse esse mundo há muito tempo. Estranha essa noção de pertencimento quando encontramos algo que parecia já ser nosso antes. Os planos vem fáceis e sem medo.

Ali vejo uma longa mesa, os amigos bebendo e conversando. Logo depois, um sofá e uma tarde tentadora. A poeira protegendo a pilha de vinis. Palavras espalhadas por toda a casa e uma chaleira assobiando.

Desde que me mudei não sei ao certo o que era meu antes e o que aprendi com a mudança. Só sei que habitar esse cantinho tem me feito bem, muito bem. É só lembrar de manter a janela sempre limpa para a luz entrar, ter espaço para dançar e brincar despretensiosamente e tomar cuidado para que nada de mal se aproxime, porque a morada é boa e a Casa é Grande.

Read Full Post »

convitim

Read Full Post »

gol3

O que dizer desse clássico, se não que foi um jogão.

90 minutos de jogo, 10 de acréscimo, 5 em cada tempo.

Foi o melhor jogo que já participei até hoje.

Era como uma decisão de campeonato.

Cada um jogava com o que tinha de melhor.

Cada drible, cada obstáculo, cada passe sendo exatamente sincronizado, e os chutes a gol então, esses eram impecáveis…

O primeiro gol, nossa, não da pra esquecer, esse vai ficar na memória para sempre.

Não tinham se passados 10 minutos, mas foi como se tivesse passado 1 ano.

Um chute vindo de fora da área, depois de driblar quase todo o time adversário, entrando no canto superior esquerdo… simplesmente perfeito.

Comemoramos como nunca, era um êxtase de sensações que faziam nossos corpos vibrarem de tanta alegria.

Finalmente estávamos ganhando, o jogo era nosso, mas não podíamos relaxar, nós jogávamos como se o jogo fosse durar para sempre, e queríamos que fosse uma goleada.

E foi mesmo, durante o jogo inteiro jogávamos perfeitamente, sem erra um passe, sem perder uma bola.

Cada gol sendo comemorado como uma vitoria particular. Era como se estivéssemos sincronizados com o relógio, a cada 10 minutos fazíamos um gol.

Era para ser um jogo perfeito, até o momento final….

No último minuto dos acréscimos, o time adversário chega pela segunda vez ao nosso gol. Eles chutam….é gol.

Foi como uma derrota para nosso time.

9×1

Esse foi o placar do jogo.

Saímos de cabeça baixa, como se tivéssemos perdido tudo.

Nosso time nunca mais jogou, cada um foi para um canto, outros times, outros jogos.

Hoje olho para trás e me recordo dele com carinho, de como lutamos, da dedicação de cada um, da maneira que mudamos o nosso estilo para confundir o adversário.

Como valeu a pena aquele esforço…

Como era bom…

Hoje jogo outros jogos, venço alguns, perco outros, mas sei que um dia jogarei novamente como joguei aquele jogo, afinal, jogo é jogo, mas Clássico…….

Clássico é sempre um Clássico.

Read Full Post »

Older Posts »