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Archive for the ‘Fevereiro 2008’ Category

temporary_peace

Dores Medos Desapego e Sossego

Dores, são trazidas pelo amor que sem pedir licença teima em invadir o peito dos desavisados, depois dessa invasão toma posse de todos os movimentos do corpo, e traz o medo, medo de ser triste, medo de ser só, medo de nunca mais conseguir, medo de caminhar descalço nas ruas de Ouro Preto.

Mas ai eis que surge o desapego, não ligamos para a dor nem para o medo, andamos descalço, choramos sorrindo, entramos com pedido de reintegração de posse de nosso coração, pedido sempre negado, pensamos estar sempre acompanhados, e por mais que digam o contrario temos a certeza que vamos conseguir.

Conseguimos porque conquistamos o sossego, não são necessários óculos para notar a beleza de ter os amigos sempre por perto, de ter o amor sempre no peito. Assim não é nem preciso encurtasse, não é preciso olhar no espelho, é que no momento do sossego, só pessoas verdadeiras o cercam, e dizem quem você é, mesmo que digam que essa cara não é sua, você não se sente ofendido ao contrario você muda você se torna uma pessoa melhor. E assim fica leve a vida!


(Aguardem. As atualizações são constantes agora!!)

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rain01

e= MC²

HAHAHA

HAHAHAHareCabrummmmmShhhhhhhhhhhCabrummmmHAHAHAHAreHare

ShhhhhhhhhhhhhhhhhhhhHAHAHPARE!Shhhhhhhh PARE!Shhhhhhhhhhhhhhhh

Shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh………………PARE

O………………………………………….CAR………………………………………………RO!!!!!!!!!!……………

…………………………………………….Tudo bem?

Hare hare shhhhhhhh

-Minha porta não abre

Shhhhhhhhhhhhhhhh

-Pega o para-choque

Hareshhhhhhhhhhhh

-Mãe.

-Pai.

IPVA.

B.O.

Shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


NOTA DA REDAÇÃO:
A Familia sempre unida, bem-vindo  ao seu lar Piá.

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a_streetcar

Amores breves ou um bonde chamado desejo

Manhã de sol, subo as escadarias que me levam ao Metrô me arrastando em meu pequeno calvário. Mais um dia, evitando pensamentos que tornem meus pés mais pesados. Sentindo-me como um boi entro em mais uma baia na plataforma, ao meu lado uma série de pessoas a ganhar a vida, algumas com traços no rosto de parcas felicidades.

Procuro não julgar, nem me estressar, mas o nível de estupidez humana se medido deve atingir níveis altíssimos no embarque do Metrô pela manhã. Sou empurrado para dentro tentando inutilmente manter o espaço necessário para meu corpo. Os pés quase saem do chão, já nem sei para onde estão me levando. A porta fecha, tento não ter pensamentos psicóticos nessa hora. Desejei o fim da humanidade

Foi na tentativa de respirar que percebi a presença dela, a principio nem reparei direito, só depois que foi tomando conta de minha cabeça. Não sei se foi o perfume ou a pouca distância que estava dela, mas já estava absorto com sua presença. O trem sai, começa minha viagem. Busquei suas mãos algum sinal de aliança, cheguei a ter ciúmes de um possível outro homem. Dei sorte, aparentemente nenhum safado ganha seus beijos de boa-noite. Os braços firmes apoiavam com certa dificuldade uma pasta preta que parecia realmente pesada enquanto o outro evitava que ela caísse com o movimento. Tive a impressão que fosse cair. Desejei poder abraçá-la.

Chega mais uma estação, mais ignorância, constrangido sou empurrado para mais perto dela. Sinto a temperatura dela em meu braço que resvala em suas costas. Percebo a fragrância de seu xampu. Vermelhos, são vermelhos os cabelos. Fico reparando nas cores que o sol faz quando toca aqueles fios. Um coque pretensiosamente desarrumado deixa a suas orelhas a mostra, adornadas com delicados brincos de argola e um insinuante piercing na parte de cima da orelha esquerda, meus olhos seguem até seu pescoço, a luz revela aquela pequena penugem. O contraste da marca de biquíni delimita a área da nuca. São nesses caminhos que o homem se perde. No ombro um fio de cabelo se destaca no blazer preto que ela esta usando. Desejei ter intimidade para poder tirá-lo dali

Chega outra estação, essa é das famosas, será que ela vai descer? Ela está virada para a porta. Temo pelo pior, a porta abre. Ela passa para o outro lado do vagão. Sou obrigado a voltar à realidade por conta de um tranco que recebo quando a porta atrás de mim se abre. A perco de vista. Dou as costas para a saída, me encosto desolado no ferro de apoio, inconformado com minha perda. O perfume ainda está no ar. Respiro profundamente tentando guardar para mim todo aquele veneno. Fecho os olhos. Expiro. Inspiro. Surpreso percebo que o cheiro ainda está lá. Olho em volta. O coração quer saltar da boca, sentada, ao lado de uma senhorinha simpática está ela. Os dedos finos seguram a pasta que repousa em seu colo. Desejei ser aquela pasta.

Porra, que coisa de moleque, um amor breve de metrô a me arrebatar assim, e ela nem sabe da minha existência, qual será seu nome? Como se chamariam nossos filhos? Será que ela gosta de Chico? Ramones? Quem num gosta de Ramones boa pessoa num é!! Porque sempre coloco o carro na frente dos bois. Deixai que os fatos sejam fatos naturalmente

Envergonhado com minha insegurança passo a observá-la pelo reflexo do vidro. Sentada parece inquieta. As unhas batem insistentemente na área entre a janela e o banco. Tento entender seus traços. Olhos com delineador, as sobrancelhas repousam entre seus olhos e sua franja de maneira tranqüila. O nariz empinado tenta afastar os olhos da perdição. Agora é tarde, a boca que vejo me dá fome. Traz a lembrança de coisas gostosas, sabores da infância, lábios carnudos que dão vontade de morder. Separados, os lábios escondem uma pequena constelação de estrelas capazes de atordoar os desavisados. Desejei ser um pintor renascentista para relatar tamanha beleza.

Percebo que a velhinha simpática já não está a sorrir tanto, devo estar realmente olhado muito para a moça, mas o que me fez a perna bambear foi ao retomar o olhar que ela estava olhando para mim. Para mim? EU? Olho para trás para me certificar, nada, será que foi para mim? Um sorriso tímido enquanto ela abaixa a cabeça confirma minhas dúvidas. Ela estava olhando para mim. Furor. Desejei que o tempo parasse ali

A minhoca de metal segue rápido pelo túnel, o sol brilha aqui dentro! Ela se levanta, caminha em direção a porta que estou. Ela de frente para a porta, eu de costas. Um ao lado do outro. A boca fica seca, devo falar algo? O que? Caralho pensa!! O trem para. Diz seu nome, porra! Pergunta o nome dela. Sei lá. Passa uma daquelas cantadas bregas, se manifeste homem!!. O coração quer saltar, mas quem salta para a plataforma é ela. Me viro, me pergunto se aquilo realmente aconteceu enquanto acompanho ela sair de minha vida. O coração bate fraquinho. Antes de descer as escadas ela se vira e olha em meus olhos. Piiiiiiiiiiiiiiii Pronto já não bate mais meu coração. PORRAA já sei o que falar!! Desejei voltar no tempo.

O que restou foi à ausência dela, a presença de uma velhinha a caçoar de mim e um banco vazio. Amores breves de metrô são assim. Nascem na viagem, e geralmente não ultrapassam os limites das estações. Sempre acostumados a utilizar os transportes para chegar a algum lugar, não percebemos o risco que pode ser quando o transporte é quem nos trás alguma coisa. Um bonde que vem em nossa direção, um bonde chamado desejo vem e atropela todos os nossos medos, nossas duvidas e coloca a vida nos trilhos novamente. Quem não tem medo de ser atropelado por algo tão grande assim? Ahh meus caros, o que posso dizer dessa viagem?!? A viagem mais perigosa, a mais prazerosa, a mais arriscada. A viagem do Amor…

A única que vale a pena.

(Inspirado em uma comunidade do Orkut e em Tenesse Willians)

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knot2

Desatador de nós

Desata a dor de nós

Dez atos de Amor

Provas de Amor

De nós

De nós dois

No rumo de estar só

A sós contigo

A dois

A dor de nós dois

A dor de nossos atos

Assusta a Dor nossos atos em desatino

Qual será o meu destino?

Um nó desfeito com tino?

O destino?

O Desatador de nós

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