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Archive for the ‘Julho 2008’ Category

feto4

SHHHHHH!!!!! O MENINO ESTÁ DORMINDO…

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A casa tem o prazer de estender suas atividades para além das letras e apresenta a esquete criada pelos dois bêbados mais atores que conhecemos. Se você não está entendendo nada, fique a vontade para entrar no mundo de João e Joaquim:

Capítulo 1: ” Cadê a breja?”


Por que se eles produziram isso morando juntos há uma semana, pode ter certeza que muito mais coisas boas virão!!

As partes seguintes estão aqui ohh:

João e Joaquim Pt 02
http://www.youtube.com/watch?v=lQFQctWEe84

João e Joaquim Pt 03
http://www.youtube.com/watch?v=EndDPwENL9M

João e Joaquim Pt 04
http://www.youtube.com/watch?v=PuBBwZ5WhJQ

João e Joaquim Pt 05
http://www.youtube.com/watch?v=qjF2ZTuOJoE

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mendigo01

O frio tornava úmida minhas narinas. Levantei, me espreguicei e afastei o cobertor cinza que me protegeu durante a noite. Meu amigo ainda dormia ao meu lado, encolhido e com a cabeça sob o mesmo manto protetor. As pessoas que passavam apressadas pareciam não se incomodar com o fato de estarmos deitados na calçada. Do ponto de vista de quem está na sarjeta as pessoas parecem ainda maiores e mais indiferentes, cada passo para longe é um abismo que jogam os excluídos.

Eu acho irônico o fato de fingirem não ver, às vezes eu ainda consigo um sorriso, quiçá um afago ou algo do gênero, mas meu amigo não, porém ele dizia não perder a esperanças. Quando ele ficava triste, sentava do lado dele e deixava-o desabar. Quando ele chorava eu ficava sem saber direito o que fazer, queria lhe dizer que existiam pessoas que o viam sim. Que se preocupavam sim só não sabiam como ajudar, se podiam ajudar. Eu achava que fazia bem para ele colocar essas coisas para fora. Só me restava lamber suas lágrimas.

Uma vez ele me levou na frente de um prédio todo espelhado, ele me disse que trabalhava ali antes de morar na rua. Mesmo assim o segurança ficou olhando torto para nós. Ele estendeu a mão cheia de calos na direçao do vidro e passou a mão no reflexo de seu rosto. Mais áspero e duro que os pêlos que em seu rosto foram as criticas que recebeu quando disse que iria largar a careira bem-sucedida para fazer poesias. Ali, como num duelo de faroeste entre ele e seu signo refletido, meu amigo reafirmou suas crenças nas palavras mal ditas. Saímos andando, descendo a rua e cantando. A chuva que caia parecia água-benta vinda dos céus, nos abraçando enquanto fazíamos lambança, zombando das pessoas que preferiam correr da chuva.

Ele me ensinou a ver as coisas simples da vida, dizia que não ficava chateado em passar fome, o que mais carecia era de reconhecimento. A indiferença, dizia ele, dói mais que aqueles chutes na cara que levou dos playboys. Embora ele negasse, guardava certo rancor deles. Não por apanhar seguidas vezes e ninguém fazer nada, mas sim porque um dia queimaram seu caderno onde ele escrevia aquelas palavras. Foi tão triste esse dia que até eu chorei, fiquei ganindo tentando chamar atenção enquanto ele tentava apagar com as próprias mãos aquelas palavras que viravam cinzas.

Eu sempre gostei de cafuné, né? Eu sempre ia atrás de um rabo-de-saia e tinha filhos espalhados pela cidade inteira, ficava parado na frente das padarias e butecos da cidade esperando por uma coxinha que sobrasse e uma cachorra no cio para passar a noite. Ele, diferente de mim, parecia fugir de todos, ficava abraçado com uma garrafa de cachaça lembrando-se de sua ex-esposa. Parece que ela o deixou quando ele pediu as contas do emprego para viver do que sempre sonhou. Ela mandou ele se tratar, que poesias eram delírios da quimio alguma coisa e que ele estava alucinando. Ele explicou que o que crescia dentro dele era a frustração de ser aquilo que os outros esperavam dele. Queria ser livre e tinha certeza que aquilo ia curá-lo. Ela não entendeu, ou não quis entender, largou dele e o trocou por outro. A única coisa que presta foram as poesias que fiz para ela, me dizia quando estava bêbado.

Quando meu amigo acordou, pareceu-me mais cinza que o céu. Apoiado nos cotovelos ficou vendo as pessoas passando. Ninguém lhe dava um olhar. Ficou de pé e olhou para mim, assustado olhei para sua garrafa-muleta, estava cheia e intacta. Ele me disse com os olhos marejados que as pessoas eram engraçadas que o ignoravam, mas sempre sorriam para mim. Embora eu fosse sarnento e com o pêlo todo falho as pessoas não me negavam um afago. Ele, a única coisa que tinha era a barba por fazer, a roupa do corpo, o cobertor que dividia comigo e as palavras que ninguém queria escutar. Disse gritando para as pessoas que já se afastavam mais ainda que era mais fácil elas darem carinho a um cão do que a um ser humano. Que gastavam mais dinheiro em pet-shops do que com livros. Abrindo os braços perguntava para as pessoas se não o enxergavam. Agora lembrando, talvez aquele gesto fosse visto como ameaça, mas braços abertos sempre podem dizer duas coisas. Eu achei que estivesse pedindo um abraço mas aqueles marmanjos fardados entenderam outra. Bateram para valer nele, tentei impedir de qualquer maneira. Eu que não sou de morder, agarrei na perna de um, mas não adiantou. Apanhei também, quase fui atropelado por um carro que passava. Do outro lado da rua pude ver eles jogando meu amigo desmaiado dentro do carro. Corri atrás da viatura latindo e ganindo umas três quadras. Exausto ainda vi um passante comentar que vira-lata é tudo besta de correr atrás dos carros.Foi a ultima vez que o vi…

Hoje, trago comigo sua companhia nos dias frios, seu olhar, que nunca perdeu a esperança e suas palavras em minha memória. Se eu não fosse um cão vira-lata eu as levaria para todo mundo.

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45_bullets

Hoje a vida custa
O baixo preço assusta
Um real resolve
É o preço da bala do revolver

Tanto faz como tanto fez
minha vida vale mais
é só dizer um palavrão
Para sentir o gelo do canhão

Tem que ser na testa
Pra depois num ter festa
Na cabeça, sem pena
Depois manda rezar uma novena

Cristo já foi crucificado
Pagou todo o pecado
No muro lê-se um recado
Esta vida no final do mês
Foi para pagar despesa do supermercado

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dream_catcher


Telefones trocados, endereço decorado, amigos apresentados, filme alugado e pizza pedida. O vinho eu me encarreguei de levar. Você brincou e disse que estava tentando te deixar bêbada pois você também já tinha separado um vinho para me apresentar. Gostei da sua atitude, mas abri o meu mesmo. A noite toda trocando caricias, algumas à vista de todos, outras mais insinuantes por de baixo da mesa. Mão subindo pela coxa, sussurros no ouvido, beijos mordidos, tudo insinuava pele e desejo. A platéia com seu termômetro viu o clima esquentar e foram dormir. Eu disse que estava tarde, você pediu para eu ficar mais. Comemorei.

Sentamos no seu sofá, a conversa sobre autores em comum nos levou ao seu corredor. Entre palavras, prateleiras e a porta do seu quarto começamos a nos beijar. Você apoiou no batente da porta, beijei teu pescoço, com a mão entre a cintura lhe trouxe para mim. Esperei. Depois de tantos contratempos tinha chegado a nossa hora. A hora mais esperada. Você me olhou e eu arrisquei um passo para dentro do seu quarto. Você entendeu e me deixou entrar em seu mundo. Tênis e sandálias arrancadas com os próprios pés, os objetos da bagunça da sua cama foram arremessados ao chão. O único que mereceu sua atenção foi seu urso marrom, colocado sentado ao lado do armário. Fiquei pensando no ciúme que ele deveria estar sentindo de mim, logo ele que sempre escutou suas lamurias e consola seu choro agora estava te vendo nos braços de outro.

Fiquei de pensar nisso depois e me voltei a você, nos beijamos novamente e com as mãos em suas costas fomos nos deitando em sua cama. Minha mão em seu cabelo, os beijos ultrapassando os limites dos lábios. Correndo minha mão por dentro de sua blusa vi seu sorriso de aprovação e sua pele se arrepiando com minhas mãos frias. Você me afastou, só para tirar minha camiseta. Retribui e tirei sua blusa, a claridade azulada que invadia o quanto nos fazendo companhia e a nos observar vinha de uma fresta na janela, sua pele me pareceu mais tenra ainda com essa luz. Te abracei para afastar o frio, tirei seu soutien e nosso abraço agora pareceu-me muito mais encaixado só com nossas peles se tocando. Suas mãos em minhas costas me arrepiou todo, e fiquei me perguntando se você tinha reparado nisso depois. Sentir a textura de seus mamilos em minha língua me fez te desejar mais e mais. Seus dedos arrastados sobre meu dorso me davam o sinal verde para seguir beijando sua barriga. Beijo após beijo fui milimetricamente vendo a temperatura do seu corpo subir. Maldita calça jeans de botões apertados!! Tiraram meu tempo, você caçoou de mim, mas sua risadinha sacana só serviu para me provocar mais. Puxei seu corpo de lado e fui abaixando sua calça. Como uma menina encabulada você ainda tentou esconder sua calcinha. Joguei para longe sua calça, tirei suas meias e beijei seus pés. Você não ficou à vontade com a brincadeira, mas isso ajudou você a relaxar um pouco. Deitei em seu colo, beijei seu umbigo e passei meus dedos na lateral de sua calcinha, entre a renda e o elástico, suas unhas em meus ombros me disseram sim. Levantando meu corpo tiro a peça que faltava nas nossas brincadeiras preliminares. Parei uma fração de segundo, que em minha mente durou uma eternidade, para te contemplar nua, ali bem na minha frente. Diva, meu divã, devoção. Sua beleza colocou tudo em uma nova perspectiva. Beijei sua perna que foi correndo por cima das minhas costas. Beijei sua canela. Beijei seu joelho. Beijei sua coxa. Beijei você!!

Em convulsão, pernas bambas, você me puxou para você. Minha calça pareceu sua pior inimiga nessa hora. Você me desejou e não fez mais nenhuma questão de esconder. Empurrou com seus pés a calça para minha canela. Soprou em meus ouvidos as palavras que tanto estava esperando:

– Você tem camisinha?

Ahh, música para meus ouvidos. Tentei ser o mais rápido e discreto possível nessa formalidade.

Voltei, beijei novamente sua barriga, seu umbigo, entre seus seios, seu pescoço, seu queixo, beijo seus lábios, sua testa. Olho para seus olhos, nosso tão aguardado desejo se consuma. Dentro de você, adjetivos rodam meus pensamentos. Minha mão brincou em seu corpo, busquei sua mão, entrelaçamos os dedos. Entrelaçamos nossas vidas! Ali, no momento sublime tudo parece suspenso num tempo diferente.

Ainda ofegantes, eu repousei entre seus seios, suas mãos correram meus cabelos. O silêncio foi nosso amigo intimo. Entregues deixamos o tempo passar.

Você pediu para levantar e me presenteou com seu desfile nu e despudorado, colocou um cd para tocar, daquela cantora que você ficou de me mandar o nome, e voltou com uma vela, colocou na entrada do quarto velando nosso sono. Você deitou a cabeça em meu ombro, passei meu braço em meu presente, como um menino que dorme abraçado com seu presente. Em meus braços fez seu leito. Me senti realizado como alguém que encontrou seu lugar no mundo. A chama que baila no pavio trouxe uma luz oscilante e tenra, acalmando meus pensamentos. Olhei em volta antes de pegar no sono de vez. Seu urso de pelúcia, dormindo parece aprovar minha presença…

Dormindo, acordo para a realidade de mais um dia. Outro sonho noturno que vai me perseguir durante o dia todo.

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chwp15l

O sono me veio de mãos dadas com esse pensamento serelepe:

Meu cobertor é como a rede de um pescador.

Toda noite eu jogo a rede sobre o oceano onde durmo para ver quais sonhos apanho!!

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dentes01

Esse ai no Raio-X foi o meu juizo. Foi, porque arranquei ele há algum tempo atrás.

Quando eu era pequeno eu vivia me preocupando com ele, se teria espaço para nascer ou não.Ainda mais quando eu me ralava todo brincando por ai.
De um lado veio faltando, do outro teve tanto espaço que ficou torto,num nasceu direito o danado. O dentista me disse que uma pessoa com juizo torto teria problemas no futuro.
Como ele tinha diploma e uma mesa bacanuda de vidro eu acreditei nele. Marcado o dia, em menos de 40 minutos ele arrancou o meu juizo problemático.
Dai ficou um buraco, né? Sem o meu juizo torto fiquei com um sorriso comum, ordinário como os demais.

Mas o que o doutor num sabia é que a cicatriz que fica quando a gente perde o juizo doi mais que dor-de-dente no inverno!!

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