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Posts Tagged ‘Saudades’

alone

Façam silencio, por favor, não tenho nem uma puta pra consolar meus medos, em meu peito apertado, bate meu coração sem compasso, as vezes até penso que um acorde sustenido possa tocar em meu peito, mas não, ele está desafiando, cansado, ferido, desiludido. Pasme senhoras e senhores, não sai daqui uma só nota de amor, não esperem composições belas ou carregadas de lirismo, é que esse coração está cansado de sofrer.

Pago por meus erros do passado, hoje eu sei o que esperavam de mim, o mesmo que espero dela. Não dei, não tenho! Como um viciado, procuro nas ruas, nos morros, mas talvez esteja em um lugar que eu não poça chegar, levaram esse amor pro fundo do mar, o tempo apaga, o tempo escreve, os caminhos são tortuosos, cheios de espinhos, não encontro uma rosa no caminho, as coisas que possam parecem sem sentido, tenho saudades do que não passou, das coisa que não vivi.

Talvez o bonde já tenha passado e eu perdi, perdi o horário, não sei se por distração, só sei que perdi, ainda posso ver ele dobrando a rua, mas acho que não dá mais tempo de correr atrás, minhas pernas não são mais as mesmas, a rua também está cheia de buracos e pedras, estou descalço, minha única esperança é o bonde sair dos trilhos, ai sim posso chegar até ele, porque só este me serve, nessa região ele só passa uma vez e depois nunca mais volta. Mais uma vez vou ficar parado só torcendo, ao dobrar a curva ele tem que sair dos trilhos.

Abaixo minha cabeça olho pros lados e nada vejo, estou só, algumas lagrimas querem escorrer por meu rosto, tento esconder,mas elas rolam sem que eu consiga conter, parece que vai aliviando meu peito, só que quanto mais alivio, mais lagrimas, as lagrimas correm junto com meu pensamento ele esta fazendo uma retrospectiva da vida, lagrimas de dor, de saudade.

Até onde posso agüentar? Até onde posso chegar?

Eu tinha um diapasão para esses momentos, mas até ele está desafinado. O que me resta é sentar, esperar e chorar, talvez de Saudades, talvez de dor, mas saudade e dor se confundem, são próximos, cortam o peito, as vezes chegam até a ferir a alma.

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A gente senta espera, mas nunca chega. Mas como pode chegar algo que não
sabemos o que é, na verdade não sabemos o que queremos. Sentar e esperar e
quando chega, não sabe o que fazer, esse é o dilema, continuar como está, ou
investir em algo novo? Puta que pariu viu, o que é que eu faço? Ô mas que
droga viu, ta bom assim, mas… E do outro jeito não seria bom também? As
coisas só parecem iguais, mas não são né? Ou são? Me parece tão igual, e
isso da medo. Começar tudo de novo… e se for igual? Que dilema, o pior; é
que só eu posso resolver isso.deveria ter qualquer coisa assim…não sei,
não sei mesmo. Não. É só o que me vem a cabeça, mas não é um não de negação,
e um não pó, se também já quer saber de mais, se eu não sei te explicar como
é que você pode me ajudar? Mas pô! da uma força! O que é que eu faço? É…
só eu mesmo pra resolver. Mas que droga… Que que eu faço dessa minha
vida???

Chego até sentir saudades.

– Isso sim é burrice, sentir saudades? Faça mil favores. Sentir saudades,
mas é um tolo mesmo. Se acha que ela ta ligando pra você. Seu otário!

– Otário? Você acha mesmo? Ai, você quer me complicar né! Pô venho te pedir
uma ajuda e você me fala isso. Se bem que eu acho que você tem razão, ela
gosta de verde e eu de vermelho, ela gosta de praia e eu gosto do campo, ela
gosta de rock e eu de MPB, tudo que ela gosta eu não gosto, tudo que eu
gosto ela não gosta, não vai dar certo. Mas se a gente for pensar no imã, é
no imã aquele negocinho que gruda no ferro. Então o imã pra se juntar a
outro tem que ser por lados opostos, daí o ditado os opostos se atraem.
Então vai dar certo. Ai que bom vai dar certo. Mas o que é que eu quero? Não
faço a mínima idéia, e quer saber mais, o que tiver que acontecer vai
acontecer e eu vou aceitar essa condição, mas se não der certo… Ah! Como
eu vou sofrer.

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Saudades, das noites mal dormidas, de pular muros, de contar historias, das idéias para tentar salvar o mundo, das risadas, da intimidade, dos passeios, das insistentes reclamações, dos convites feito, da liberdade do amor, de fazer Cooper a noite, das musicas cantadas, dos vinhos tomados, dos beijos dados, dos beijos não dados, do banco da praça, dos jogos, dos bolos, saudade de quando um lugar era o LUGAR!!! Há certas coisas que não deveriam ter fim.

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